Energias Renováveis já são mais baratas que o petróleo
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Desde que o preço do petróleo ultrapassou os 40 dólares por barril que a produção de electricidade a partir de fontes de energia renovável passou a ser competitiva em Portugal. O impacto das renováveis na tarifa eléctrica paga pelos consumidores ronda uma poupança de 0,2 por cento, indicam resultados preliminares de um estudo em curso para o Centro de Estudos em Economia da Energia, dos Transportes e do Ambiente (CEEETA). De acordo com o mesmo trabalho, a preços de 2002 a utilização de energias renováveis na produção de electricidade encarecia a factura do consumidor em três por cento.
Face à ideia instalada que a energia renovável "é cara", é a própria escalada dos preços do petróleo e do carvão e a factura energética agravada do país mais vulnerável da UE que a contrariam agora - Portugal importa 90 por cento da energia que consome e pagará este ano mais mil milhões de euros na importação de combustíveis fósseis. O que, para o ex- secretário de Estado do Ambiente e director do CEEETA, Carlos Pimenta, confirma que a "energia é um assunto de urgência nacional". O país prepara-se para uma factura energética de, pelo menos, cinco mil milhões de euros este ano, quase 30 por cento mais do que em 2003, face à evolução dos preços do petróleo desde o início do ano.
As primeiras estimativas de poupança com o recurso às renováveis, nomeadamente energia eólica, reflectem sobretudo a vulnerabilidade
A descoberta da utilização da energia solar foi feita por um português
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Foi o Padre Manuel António Gomes (conhecido por Padre Himalaya), que apresentou o primeiro “concentrador solar” na Exposição Universal de S. Louis (USA), em 1904, tendo ganho o Grande Prémio da exposição.
REDUZIR CONSUMO CO2 CONTRIBUTOS PESSOAIS - http://www.carbono-zero.com
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Reduzir emissões passa sobretudo por reduzir o consumo de energia.
Em casa, grande parte da energia que consumimos é electricidade. Como a electricidade é produzida parcialmente em centrais térmicas que queimam combustíveis fósseis, quando consumimos electricidade em nossa casa estamos também a emitir. Através de uma selecção e utilização eficiente dos equipamentos domésticos podemos reduzir as emissões de carbono, ao mesmo tempo que reduzimos a factura energética.
As nossas opções de mobilidade condicionam também o nível de emissões. Alterando a forma como conduzimos podemos poupar combustível, aumentar a segurança e reduzir as emissões.
Sabe quanto podemos reduzir, num ano, se alterarmos os nossos comportamentos?
1 = 1 900
Se, num prédio de 5 andares, todas as famílias substituírem os seus actuais frigoríficos
e máquinas de lavar roupa por equipamentos da classe mais eficiente, podem reduzir 1 900 kg de CO2.
1 = 1 500
Se cada um de nós trocar o automóvel pelo autocarro nas deslocações casa-trabalho,
pode reduzir 1 500 kg de CO2.
50 = 29 000
Se 50 pessoas fizerem um curso de condução eco-eficiente e aplicarem todas as regras
aprendidas, podem reduzir 29 000 kg de CO2.
1 = 500
Se, numa turma de 30 alunos, todos desligarem os carregadores dos telemóveis quando
não os estão a utilizar, podem reduzir 500 kg de CO2.
Veja o que pode fazer também para reduzir as suas emissões.
Em casa
Numa habitação, cerca de 60% dos consumos energéticos são sob a forma de electricidade. Em Portugal, uma habitação consume, em média, cerca de 3500 kWh/ano.
Na cozinha, opte por equipamentos de classe A
Os equipamentos de frio (frigorífico, arca congeladora, combinados), por estarem ligados 24 h por dia, representam cerca de 30% do total de consumo de electricidade de uma casa.
Substituindo um frigorífico de classe D por um de classe A pode reduzir 45% do consumo e evitar 110 kg de CO2/ano.
Mesmo sem trocar de equipamento, pode reduzir o seu consumo: mantendo a temperatura entre 3 e 5ºC, impedindo a formação de camadas de gelo e limpando a grelha exterior. Se reduzir a abertura e fecho das portas pode reduzir 15% o consumo do equipamento e evitar 35 kg de CO2/ano.
Cerca de 80% do consumo de energia da sua máquina de lavar roupa acontece com o aquecimento da água. Se utilizar sempre a máquina na carga máxima e reduzir a temperatura de lavagem de 60ºC para 40ºC reduz o consumo em 54% e evita 50 kg
Esteja atento aos equipamentos em stand-by
Cada vez mais utilizamos telecomandos, o que implica que os equipamentos, quando não estão a ser utilizados, ficam em repouso mas não desligados. Se desligar em vez de deixar em stand-by os seus equipamentos audiovisuais, pode poupar 440 kWh e evitar 190 kg de CO2/ano.
O mesmo se aplica ao carregador do telemóvel. Se o retirar da tomada quando não está a utilizar pode reduzir o consumo de electricidade até 35 kWh e evitar 15 kg de CO2/ano.
Prefira lâmpadas economizadoras
A iluminação é responsável por 10 a 15% do consumo total de uma habitação.
Uma lâmpada fluorescente compacta gasta cerca de 80% menos energia do que uma lâmpada incandescente convencional e pode ser utilizada nas mesmas situações.
Para obter o mesmo fluxo luminoso de uma lâmpada incandescente de 100W basta uma lâmpada fluorescente compacta de 20W, o que proporciona uma poupança de de 115 kWh e 50 kg de CO2/ano. Para além disso, como a lâmpada economizadora dura muito mais horas, mesmo sendo mais cara, no ano da compra já está a poupar.
Na estrada
Uma eco-condução aumenta a segurança rodoviária ao mesmo tempo que contribui para a protecção do ambiente, reduzindo o consumo de combustível e os custos.
Uma condução eficiente também reduz a poluição local e o ruído, um dos principais problemas provocados pelo trânsito nas áreas urbanas. Sabia que um automóvel a trabalhar a 4 000 rpm (rotações por minuto) faz tanto barulho como 32 automóveis a trabalhar a 2 000 rpm?
Siga os seguintes conselhos e reduza as suas emissões enquanto poupa nos custos.
Use a mudança mais elevada possível
Parte da potência do motor de um automóvel de passageiros é perdida devido a fricção interna. Estas perdas aumentam com a velocidade do motor e podem ser limitadas reduzindo as rotações, reduzindo assim o consumo de combustível.
Em automóveis a gasolina mude de mudança antes das 2 500 rpm. Em automóveis a diesel antes das 2 000 rpm.
Mantenha uma velocidade constante
Quando acelera, a energia do combustível é utilizada para fazer deslocar o automóvel. Parte dessa energia é dissipada nas travagens, aquecendo os travões. Repetidas acelerações e travagens requerem muita energia, e, portanto, muito combustível.
Uma condução agressiva reduz o tempo de uma deslocação citadina em apenas 4% mas aumenta cerca de 40% o consumo de combustível.
Evite os arranques bruscos. Antecipe a paragem e a mudança de luzes nos semáforos.
Reduza a velocidade
Passar de 120 km/h para 100 km/h reduz o consumo em, pelo menos, 15%.
Desligue o motor em pequenas paragens
Desligue o motor em pequenas paragens, por exemplo, numa passagem de nível ou num semáforo.
Num carro moderno (posterior a 1990) já se torna económico desligar o motor numa paragem de mais de 20 segundos. No caso de modelos anteriores, uma vez que normalmente é necessário pressionar o acelerador para arrancar, apenas faz sentido desligar o motor quando a paragem é superior a 1 minuto.
Modere a utilização do ar condicionado
A utilização de ar condicionado e de sistemas de som de potência elevada pode aumentar significativamente o consumo de combustível. O uso do ar condicionado aumenta o consumo em 13%.
Não utilize o ar condicionado para reduzir a temperatura abaixo dos 23ºC. No entanto, se conduzir em estrada, a mais de 80 km/h é preferível utilizar o ar condicionado do que abrir a janelas, devido aos remoinhos de vento, que aumentam ainda mais o consumo.
Elimine peso desnecessário
Um dos factores com maior influência no consumo é o peso do veículo. Num automóvel de gama média com 1 500 kg de peso, uma carga de 100 kg aumenta cerca de 7% o consumo de combustível.
Verifique a pressão dos pneus
Uma parte importante da energia necessária para deslocar um automóvel é utilizada para vencer o atrito entre os pneus e o solo. Uma pressão dos pneus inferior em 25% ao adequado aumenta o atrito em 10% e o consumo em 2%.
Para garantir uma correcta pressão verifique os pneus do seu automóvel pelo menos uma vez por mês.
Considere outras alternativas!
Reduza a sua utilização do automóvel ao essencial: desloque-se a pé ou de bicicleta em trajectos curtos e partilhe o carro com outras pessoas.
Utilize os transportes públicos. Um único autocarro urbano significa retirar 40 veículos da estrada e poupar 80 00 lts de combustível por ano.
O que é a energia eólica?
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O que apelidamos de energia eólica significa o processo pelo qual o vento é utilizado para produzir energia mecânica ou energia eléctrica.
As turbinas eólicas convertem a energia cinética do vento em energia mecânica. Esta energia mecânica pode ser utilizada para muitas actividades (moer grão, bombear água) ou para alimentar um gerador que a transforma em energia eléctrica que pode ser injectada na rede eléctrica e distribuída ao consumidor A energia eólica também pode ter uma aplicação descentralizada, ou seja, utilizada apenas para fornecer electricidade num determinado local situado longe da rede eléctrica de distribuição aos consumidores.
O Vento é uma forma de energia solar. Tem origem no desigual aquecimento da atmosfera pelo sol, associado às irregularidades da superfície terrestre e ao movimento de rotação da Terra. O regime dos ventos é influenciado pela forma do solo, pelos planos de água e pelo coberto vegetal.
Desde quando se usa a energia eólica ?
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Desde há alguns milhares de anos. Há registos históricos sobre a sua utilização, há 5000 anos, na navegação no rio Nilo, em bombagem de água na China, muitos séculos antes da Era Cristã.
No nosso país vemos com frequência, no cume dos montes, as ruínas de muitos moinhos de vento que deixaram de funcionar há décadas devido ao progresso tecnológico.
Contudo, em muitas quintas podemos ainda ver moinhos para bombagem de água para rega.
alguns abandonados e outros que têm sido recuperados e que estão em funcionamento. Estes moinhos são conhecidos por “americanos”.